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Mostrando postagens de Outubro, 2005

Enfim.. a inspiração desperto meu dom, e venho aqui então clamar pela minha dor.

Sofrimento pedido

Encostei-me a ti sabendo que era vento
Sabendo que era tempo
Que passa e não volta mais

Abracei-te como ao um sonho
E por saber que era sonho
Deixei o sonho me levar

Por isso...
Sabendo que era folha
Que planava ao vento
Sabendo que o desejo
Em forma de acalanto
Não pude nem chorar
Não pude ao menos clamar
Quando a brisa soprou
Quando o tempo passou
Quando o sonho acabou
Quando o tempo à folha secou.

A muito nada mais faz sentido... a verdade esta fora de minhas mãos

Nome da Tristeza

Ó miserável destino
Que me trouxe ate aqui
Não há céu
Não há terra
Não há sol a me cobrir

Na solidão do meu ser
Na angustia do meu mundo
E você bem devagar
Segue seu caminho
Sem ao menos se importar

Que a tinta caia sobre
Esse papel branco da minha vida
Onde o amor já quis pisar
Apenas manchas deixou
Nenhuma cor trouxe
Pra o meu mundo pintar

Não desenhou momentos felizes
Nem ao menos pintou o mar
De tristezas que hoje veio me afogar

Afronta-te o medo
Pare de chorar
Encontre em um só lampejo
O farol que te levará

Para a terra
Para a casa
Para o lar
Para a felicidade
Você mesmo venha pintar.

A dor não tem nome... então esse texto tb não tem...

Amores que vem e vão
Sonhos de solidão
Carinhos de perdição
Canções de desilusão
Palavras que amargarão
Meu pensamento...

É um desejo que cai ao chão
Uma despedida sem compaixão
A serenata cantada em vão
Uma tristeza em meu coração
Resumido em um só lamento...

Como arvores ao vento
Em um só sofrimento
A essa dor me entreguei...
E a cada segundo,
A cada suspiro
Eu choro pelo que passou...

E em um canto úmido
Sozinho no escuro
Eu me aprisionei...
Para nunca mais voltar

esse sim valhe a pena ler! Procura no jardim da vida? procura por você!

Procura no jardim da vida?

A um jardim de flores
Eu me entreguei
Procurando amores
Que não achei
Encontrei espinhos e solidão
Em pétalas de dor e desilusão.

Entre tantas flores tentei encontrar
A mais diferente e singular
Entre o desprezo ao meu coração
Você não deixou minha procura
Ser tornar em vão.

E em um momento, um olhar...
Senti o tempo parar
Senti a lagrima rolar
Senti o coração disparar

E com um só toque eu pude crer
A escolhida seria você
A mais perfeita na imperfeição
A mais agradável na perturbação

Os espinhos não me feriam
O seu aroma me seduzia
As suas pétalas me encantavam
Sua beleza me confundia

A você então me entrego
Pelo seu amor me regenero
A minha busca em fim termina

O sonho então se concretiza...
Por você!

Só pra atualizar isso aqui... acho que o dom esta indo embora...

A pobre e ingênua criança
Estica, os braços.
Estica o corpo...
Ergue-se...

Tenta se dilatar
Tenta crescer...
Tenta voar...
Tenta sonhar.

Olhando para o céu
Querendo apenas comer,
Tão lindo algodão flutuante
No mínimo quer toca-lo
Senti-lo...
Telo pra sim ao menos uma vez.

Assim me sinto ao te ver...
Uma criança querendo tocar as nuvens
Achando-as perfeitas...
Nunca porem, tendo-a pra si.

Nunca vai ter...
Não pode!
Impossível...

Versos inúteis...
Sinto-me sugado...
O sonho da criança
Vai perdendo a graça,
Pouco a pouco ela percebe...
Que é inútil tentar buscar
O inalcançável céu...
Beijar as lindas e perfeitas nuvens

Ele um dia vai perceber...
A ingenuidade acaba...

É preciso tropeçar em uma pedra
Pra percebemos que é impossível
Continuar andando e olhar o para o alto...
Assim a criança aprende...
5/10/05

Não falarei de amor? acho q ja foi...

Não falarei de amor


Basta...
Aqui não falarei de amor
Não falarei de alma
Não falarei de flor

Não falarei do que se foi
Nem do que eu sempre quis
Nada mudará o hoje
Nada trará o depois

Não falarei do que você não quis
Não falarei do que você desprezou
Não tenho porque lembrar o que passou

Não falarei da minha alma morta
Dos meus sonhos perdidos
Dos anjos decaídos
Das gotas que caem na chuva
Do seu perfume em meu pensamento

Do meu descontentamento
Comigo,
Com o mundo,
Com tudo que não fiz...
Com tudo que deixei passar

Acima de tudo não falarei de nós
Por que nunca houve
Acima de tudo não quero me lamentar
Acima de tudo não quero chorar

Então o que sobra?
Então o que eu disse?
Não sobra nada
Nem dor, nem cura,
Nem salvação, nem morte.
Nada.

Sei apenas não falarei de amor.